domingo, 13 de outubro de 2019



Trilha de folhas caídas,
Pelo Outono vencidas,
Acolhem meus pensamentos...
São os caminhos de agora,
Sem as delícias de outrora,
Onde sigo a passos lentos...

Ilusões, folhas caídas,
Chances válidas,perdidas,
Apelos da mocidade...
As lembranças andarilhas
Vão seguindo pelas trilhas 
Da inevitável saudade!
 
Oriza Martins


domingo, 29 de setembro de 2019

OUTONO em POESIA

CANÇÃO do OUTONO

No entardecer da terra,
O sopro do longo Outono
Amareleceu o chão.
Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sonho
Na lívida solidão.

Soergue as folhas,e pousa
As folhas volve e revolve
Esvai-se ainda outra vez.
Mas a folha não repousa
E o vento lívido volve
E expira na lividez.

Eu já não sou quem era;
O que eu sonhei,morri.o;
E mesmo o que hoje sou
Amanhã direi: quem dera
Volver a sê.lo! mais frio.
O vento vago voltou.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

FARÓIS DISTANTES

FARÓIS DISTANTES


Faróis distantes,
De luz subitamente tão acesa,
De noite e ausência tão rapidamente volvida,
Na noite, no convés, que consequências aflitas!
Mágoa última dos despedidos,
Ficção de pensar...
Faróis distantes...
Incerteza da vida...
Voltou crescendo a luz acesa avançadamente,
No acaso do olhar perdido...
Faróis distantes...
Avida de nada serve...
Pensar na vida de nada serve...
Pensar de pensar na vida de nada serve...
Vamos para longe e a luz que vem grande vem menos grande.
Faróis distantes...



                  Fernando Pessoa


 
 

segunda-feira, 11 de março de 2019

PELO SONHO É QUE VAMOS



Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que tempos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma dê-nos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos.Vamos.Somos

Sebastião da Gama
 
 

 

AS MINHAS FOTOS










sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Borboletas



"Quem enxerga a beleza da vida nas asas de uma borboleta, ou nas cores de uma flor, saberá dar valor no que é humano e preservar o que é divino"
                                            
                                                 ( Daiana Rabelo)





segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Pássaro

Pássaro

Sou um pássaro ferido
pelas ventanias
que não se cansa de voar,
trago nas asas
muita fantasia
das revoadas,
não levo pesar das noites frias,
são tristezas superadas nas alegrias;
Sou um pássaro
acostumado à vertigem das alturas,
já me sentei no infinito
pra pensar;
dei vôos rasantes,
toquei com as minhas asas na loucura,
ferido na ilusão da fantasia,
ainda encontrei motivos
pra cantar.

Ivone Boechat 

Guimarães

Passeando por Guimarães