domingo, 21 de outubro de 2018

Amor no Outono da Vida

Amor no Outono da vida

Abro os braços para o mar
Sinto meus pés afundarem na areia molhada...
Um imenso mar azul está à minha frente.
Reflectindo gotas douradas pelo sol e areia
Pensei em ti nesse momento e agradeci
Pelos beijos unidos de maresia,
Pelo abraço apertado a me proteger do vento
Pela intima conversa silenciosa dos olhos
Passos perdidos em um caminhar
Sinto a areia molhada e minha alma
Marcada pela paisagem...
Este momento tem sentido na minha vida...
Uma lágrima serena escorre pela face
Formando um secreto sorriso...
Passado o vento na tarde que se fez Outono
Em minha vida, esvaneceram alguns sonhos
Mudou o tema da poesia,
Muitas histórias para contar...
Envelheceram as linhas do rosto e do corpo.
Mas o coração solto,liberto ainda quer amar.
Lento e evasivo, o amor chega sem avisar.
Outra vez laço de abraço e o gosto de um beijo

( Susanne Leal)




quarta-feira, 12 de setembro de 2018

SONHAR



Sonhar

Sonhar o impossível
é fazer milagre
basta acordar,
ultrapassar o limite,
vencer barreiras
e chegar!
O sonho é ventre do milagre,
a vitória é filha da vida,
vida é milagre
basta acreditar. 

     Ivone Boechard



sábado, 23 de junho de 2018

Lendas de Portugal

Durante a Idade Média, o Castelo de Almourol suscitou a criação de numerosas lendas, às quais não foram decerto alheias a beleza natural do lugar e a harmonia da construção. Uma delas é a D. Ramiro, alcaide do Castelo de Almourol.


Conta a lenda que, voltando cheio de sede de uma campanha guerreira, encontrou duas formosas mouras, mãe e filha, que traziam com elas uma bilha de água. D. Ramiro pediu à filha que lhe desse de beber. Esta, assustou-se e deixou cair a bilha. Enraivecido, D. Ramiro matou-as.
Nesse momento apareceu um rapazinho de 11anos, filho e irmão das assassinadas. 
O cavaleiro logo ali o fez cativo e trouxe-o para o castelo. Quando chegou, o pequeno mouro jurou que se vingaria na mulher e filha de D. Ramiro, duas damas muito belas.
Tempos depois, a mulher do castelão definhou e acabou por morrer, vítima de venenos que o mouro lhe foi dando a pouco e pouco.
Porém não conseguiu matar Beatriz, a filha de D. Ramiro, porque se apaixonaram.
Um belo dia, D. Ramiro chegou ao castelo na companhia de outro alcaide, a quem tinha prometido a mão de sua filha.
Os jovens apaixonados, inconformados com a sorte que os esperava, fugiram sem deixar rasto.
D. Ramiro morreu pouco depois, vitimado pelo desgosto. O castelo, abandonado, caiu em ruínas.
Dizem que, nas noites de S. joão, D. Beatriz e o mouro aparecem, abraçados, na torre grande do castelo.
A seus pés, D. Ramiro implora perdão, mas o mouro inflexível responde-lhe com dureza:
_ Maldição!




sexta-feira, 13 de abril de 2018

Pássaro



Sou um pássaro ferido
pelas ventanias
que não se cansa de voar,
 trago nas asas
muita fantasia
das revoadas,
não levo pesar das noites frias,
são tristezas superadas nas alegrias;
Sou um pássaro
acostumado à vertigem das alturas,
já me sentei no infinito
pra pensar;
Dei vôos rasantes,
toquei com minhas asas na loucura,
ferido na ilusão da fantasia,
ainda encontrei motivos
pra cantar.

Ivone Boechat




quarta-feira, 4 de abril de 2018

Surrealismo

Carl Warner 
Começou a sua carreira ao entrar no Maidstone College of Art
Inspirado em Salvador Dali e Patrick Woodrofe
Warner cria cenários mágicos surreais a partir dos alimentos







quarta-feira, 7 de março de 2018

Essencialmente Mulher

Mulher

Menina, inocência é seu nome
Menina que brinca, que chora, briga
e que sonha
Seu brinquedo é uma boneca,
Um fogão
Uma casinha,
O que vai ser quando crescer?
Mulher
Mocinha, flor que desabrocha
Que estuda
Que namora 
Se apaixona
E chora
O que vai ser?
Não se decidiu
Ainda!
Mas sabe que vai ser
Afinal é Mulher
Mulher
Juventude, intensidade e esperança
Sonha sonhos impossíveis
Ou possíveis, Por que não?
Teu brilho vai além
Luta
Acredita,grita
Milita
Mulher
                  " Cledíneia Carvalho Santos"

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Narciso

Narciso- Narcisus pseudonarcissus

Egoísmo- vaidade exagerada

Segundo a mitologia grega, Narciso era jovem e belo .
Apaixonou-se pela própria imagem reflectida numa fonte,acabando por cair e morrer afogado.
Na beira da fonte brotou uma flor que, era extremamente bela, e à qual foi dado o seu nome.
Assim se explica o facto dos narcisos crescerem ligeiramente inclinados.